
As despedidas nunca foram fáceis para Marcos. Tanto mais naquela ocasião...
Era uma tarde de sexta feira, o dia parecia não contribuir. Fim de mês depois das férias e início de ano, a situação não era das mais favoráveis em todos os aspectos. Marcos tinha um amor meio platônico, meio real. Um amor inexplicável, meio fantasiado, meio sentido, um pouco adormecido, mas a 'flor' da pele. Marta não sabia deste amor que Marcos sentia por ela, pelo menos em parte. Penso eu que ela sabia sim e fingia não saber para não magoar 'este amigo' fiel que Marcos sempre fora, ou talvez sentisse esse amor por um outro alguém.
Marcos segurou este amor, o guardou com ele durante todos os dias, todos os momentos... A presença do amor junto a pessoa amada só vinha a fortalecer mais este sentimento, Marcos buscava no convívio que Marta o proporcionava, através das carícias, do companheirismo uma resposta para suas angústias, e da incerteza da reciprocidade deste sentimento.Marta fazia promessas para Marcos, que nunca as cumpria, ele já nem acreditava mais.Nesta tarde para surpresa de Marcos, um imprevisto veio para destruir seus planos, Marta sairia de vez da vida de Marcos, poucas palavras.
-Terei que partir, a vida me pede que eu siga meu destino, de ti agora me despeço.
Marcos sem entender e sufocado com todo seu sentimento resguardado, tentou pensar em algo muito rápido.
-Pensa Marcos pensa,, o que faço agora? Conto a ela meu sentimento, dou-lhe um beijo a fim de lhe implorar que mude de idéia, o que eu falo? O que eu faço?
Neste desespero incontrolável que se passava na cabeça de Marcos, com o silêncio no ar, Marcos, ouviu um soluço. Com o ouvido de Marcos encostado nos ombros de Marta, ele presenciou a existência das lagrimas de sua amada, embalados pela despedida e pelo clima que o dia impôs, tempo fechado, tarde com a garoa fina e fria de São Paulo, Marcos só apreciava o momento, os corpos tão colados, as mãos de Marcos percorria a cintura de Marta quase lhe dando a volta, enquanto a outra ia à nuca, as costas como lhe fazendo carinhos, apertos, daqueles que parecem nos querer guardar um dentro do outro, um cheiro no cangote, no cabelo, os sussurros no pé dos ouvidos:
- Gosto muito de você. Marcos queria dizer outra coisa, porém isso foi tudo que aquela ocasião o permitia.
-Eu também, vamos marcar alguma coisa, algum dia, pra se ver. Sugeriu Marta.
-Mas você sempre promete, e nunca cumpre. Nunca cumpre, não acredito mais em você.Marcos ainda abraçado, eternizando aquele abraço que poderia ser o último contato que teria, e todo aquele sentimento existente, mas nunca proferido.
-Pensando bem, melhor nesta promessa acreditar, nessa sim, nesta eu preciso acreditar.
Um tempo ainda restou entre o abraço apertado e demorado e o beijo de adeus.
Neste tempo Marcos se deu conta que era preferível, acreditar e se agarrar nesta possibilidade, para mascarar a realidade, do que sofrer sabendo que aquilo não aconteceria de novo, não haveria mais encontros, olhares, beijos e abraços como aqueles.
Marta pode agora não saber, mas Marcos ali naquele abraço, sentiu-se amado, tão quanto um dia ela fora para ele.
Era uma tarde de sexta feira, o dia parecia não contribuir. Fim de mês depois das férias e início de ano, a situação não era das mais favoráveis em todos os aspectos. Marcos tinha um amor meio platônico, meio real. Um amor inexplicável, meio fantasiado, meio sentido, um pouco adormecido, mas a 'flor' da pele. Marta não sabia deste amor que Marcos sentia por ela, pelo menos em parte. Penso eu que ela sabia sim e fingia não saber para não magoar 'este amigo' fiel que Marcos sempre fora, ou talvez sentisse esse amor por um outro alguém.
Marcos segurou este amor, o guardou com ele durante todos os dias, todos os momentos... A presença do amor junto a pessoa amada só vinha a fortalecer mais este sentimento, Marcos buscava no convívio que Marta o proporcionava, através das carícias, do companheirismo uma resposta para suas angústias, e da incerteza da reciprocidade deste sentimento.Marta fazia promessas para Marcos, que nunca as cumpria, ele já nem acreditava mais.Nesta tarde para surpresa de Marcos, um imprevisto veio para destruir seus planos, Marta sairia de vez da vida de Marcos, poucas palavras.
-Terei que partir, a vida me pede que eu siga meu destino, de ti agora me despeço.
Marcos sem entender e sufocado com todo seu sentimento resguardado, tentou pensar em algo muito rápido.
-Pensa Marcos pensa,, o que faço agora? Conto a ela meu sentimento, dou-lhe um beijo a fim de lhe implorar que mude de idéia, o que eu falo? O que eu faço?
Neste desespero incontrolável que se passava na cabeça de Marcos, com o silêncio no ar, Marcos, ouviu um soluço. Com o ouvido de Marcos encostado nos ombros de Marta, ele presenciou a existência das lagrimas de sua amada, embalados pela despedida e pelo clima que o dia impôs, tempo fechado, tarde com a garoa fina e fria de São Paulo, Marcos só apreciava o momento, os corpos tão colados, as mãos de Marcos percorria a cintura de Marta quase lhe dando a volta, enquanto a outra ia à nuca, as costas como lhe fazendo carinhos, apertos, daqueles que parecem nos querer guardar um dentro do outro, um cheiro no cangote, no cabelo, os sussurros no pé dos ouvidos:
- Gosto muito de você. Marcos queria dizer outra coisa, porém isso foi tudo que aquela ocasião o permitia.
-Eu também, vamos marcar alguma coisa, algum dia, pra se ver. Sugeriu Marta.
-Mas você sempre promete, e nunca cumpre. Nunca cumpre, não acredito mais em você.Marcos ainda abraçado, eternizando aquele abraço que poderia ser o último contato que teria, e todo aquele sentimento existente, mas nunca proferido.
-Pensando bem, melhor nesta promessa acreditar, nessa sim, nesta eu preciso acreditar.
Um tempo ainda restou entre o abraço apertado e demorado e o beijo de adeus.
Neste tempo Marcos se deu conta que era preferível, acreditar e se agarrar nesta possibilidade, para mascarar a realidade, do que sofrer sabendo que aquilo não aconteceria de novo, não haveria mais encontros, olhares, beijos e abraços como aqueles.
Marta pode agora não saber, mas Marcos ali naquele abraço, sentiu-se amado, tão quanto um dia ela fora para ele.