Gosto da música como expressão, aquelas que não fogem a sua essência: Expressão de Sentimentos. Sim, aquelas que quando ouvimos parecem que são nossos gritos da alma, que dizem o que sentimos, o que pensamos e o que queremos expressar.
Existem muitas que são mero entretenimento, que não dizem nada e muito menos provocam sensações aos ouvintes. Essas são aquelas que podemos escutar dirigindo, trabalhando, dormindo.. pois nada irá mudar.
A música não é apenas cantada, tocada, instrumental, ela é e pode ser mais que isso, a musica está em mim, está em tí. Certa vez percebi que eu posso produzir música, meu corpo pode, a música feita pelo som da batida do coração em compasso com a respiração, dos passos pelo chão, o movimento brusco da mão cortando o vento.... o som provocado pelo barulho do vento nas folhas secas das árvores pela rua... o som do silêncio... Sim, no silêncio existe uma musicalidade irresistivel, muitas vezes em companhia de um alguém nos preocupamos com o silêncio, nos incomoda, o silêncio deve ser apreciado, não do silêncio como falta de assunto, não é isso, e sim aquele silêncio que diz tudo, que faria qualquer palavra perder o sentido, que qualquer assunto se tornaria menos importante do que poderia ser.
Escutar música sozinho é muito bom, ouvi-la, apreciá-la, degustá-la, senti-la... é um exercício interessante para descobrir seu próprio gosto, que instrumento aparecem, se a melodia é boa, se a música tem coerência, se lhe agrada, o que este ritmo te provoca, ao que esta música te remete...
Olho para trás e vejo que a musica esteve presente em todas as fases que já vivi. Cada situação, momento, aventura, amor, rolê, cada pessoa... é como se estivessem carimbadas nelas a presença de cada uma. Ao ouvir a música me remeto a outro tempo, recordações surgem, voltamos a viver tudo outra vez.
Que sejamos sempre apreciadores da musicalidade existente em viver....
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