segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Lembrança Interrompida

Hoje mal consigo me recordar de seu rosto e aquele seu abraço quente...
Quando acordei, senti que algo de mim fora tirado sem permissão;
O algo a mais que não vivemos, os momentos felizes que nunca foram realizados..
O amor de veraneio esquecido, não vivido...
O porta retrato continua vazio... abandonado.... desocupado...
Sensação de abandono.. a solidão permeando todo o meu ser.
O Tempo vem corrompendo meus sentimentos a cada dia que passa, assim como destrói a seda, que com o passar dos anos fica podre e se desfaz.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Melhóoozim

Nada como um Show do TM para ficar melhor, vai aí um desenho q fiz do show...

....e super empolgado com o "Cidadão de Papelão"....

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Amigo, Irmão. Traição

Aqui jás um coração ferido,
Sofrido, repartido, remoido...
Crendo em uma amizade,
Lealdade, cumplicidade, irmandade...
Atacado fora por uma traição,
amigo-irmão....

Certa vez ouvi dizer que na vida,
Temos o livre arbitrio de escolher uma família que a denominemos de amigos.
Com falta de referência supostamente estava naquela ocasião,
quando decidi chamar-tes de meu irmão.
A confiança depositada era tanta,
Que a esperança latejando estava
Que em um engano ela me colocava
Quando me questionava sobre aquela situação.

Amigo, até onde vai a confiança?
Até que ponto é verdadeiro?
Até onde vai o valor de uma "grande" amizade?
Irmandade.. Credibilidade....

Namorada, quando lhe é fiel?
Até que ponto vale o respeito?
Quando o amor é verdadeiro?
Será este amor tbm traiçoeiro?

Por favor, que nada mais seja dito,
Aqui, por bem lhes digo:
nada mais dói que as palavaras...
..da sua ex-namorada,
confessando atraição consumada.

Eu que acreditava ter o dom de conhecer a índole de uma pessoa apenas olhando no rosto, nos olhos, na convivência do dia-a-dia...
.... agora coloco-me a pensar.
Aprendi que na vida melhor em mais ninguêm confiar,
Nem todo sorriso é verdadeiro,
Que o verdadeiro interior não é refletido no espelho,
Nem todo amigo é sincero,
Que as palavras proferidas nem sempre são as sentidas,
Que nem toda moça é donzela,
Nem todo homem tem palavra,
Nem toda mulher é submissa,
Nem todo casamento é a base de amor,
Nem sempre há luz no fim do túnel,
Nem todo amanhecer é motivo de alegria,
Todo sonho acaba quando acordamos pra realidade,
Que as pessoas são o q são e não o q eu queria que elas fossem,
Índole, Carater, Atitude e seus valores inquestionaveis...
Porém, dois deles são universais, Amizade e Amor,
Se o amor da namorada não era forte e sincero o bastante, e a amizade não foi tão Verdadeira, a culpa é minha?
Será que eu posso interferir na atitude do outro?
Não, essa foge ao meu controle,
Infelizmente o que sobram, são grandes decepções!

Diz ela q não houve traição enquanto o compromisso comigo existia, porém, a pior traição é aquela ocorrida, quando têm o Amor de uma Mulher e uma grande Amizade envolvida.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

DES-Motivação

Segunda-feira, novamente.
(chego a pensar que as coisas sempre acontecem nas segundas)
Ao chegar no serviço, fico sabendo que tinhamos treinamento (na hora do almoço) sobre Motivação. Td bem né, afinal, estamos aqui para isso, pensei, ou melhor, consolei-me.
Adentrando na sala atrasado, por esquecer da palestra e estar envolvido nas tarefas cotidianas, sou interpelado pelo palestrante, perguntando-me o que me desmotivava. Na hora pensei (estar escutando vc falar em plena minha hora de almoço e com o estomago roncando é um bom motivo para ser desmotivado) porém, a política da boa vizinhança no local de serviço me fez esboçar um sorriso e pedir desculpa pelo atraso, afinal meu pai sempre disse: 'antes de falar qqr coisa sem ter ctza e sem saber do que se trata faça-se de sonso e mostre um sorriso' , e como chegara atrasado e pegara o assunto pela metade, coloquei em pratica os sábios ensinamentos de meu pai.
Sentado na cadeira, ainda desconsertado pelos olhares de todos, que perceberam meu atraso, pus-me a escutar o palestrante.
Segundo suas palavras: Motivação deve partir de você mesmo, a motivação é cultivada, porém não precisa receber nada em troca, não se deve pensar em fazer para ser retribuido, que se satisfaz apenas em fazer.
Penso eu, se fosse para viver assim, teria ficado fazendo teatro, pois se fosse para fazer algo sem resultados e sem retorno, sem visão de futuro, teria ficado com o retorno da satisfação pessoal com o teatro e passaria fome??!!??
Tbm acredito que a satisfação pessoal é o melhor retorno, porém, não se almoça motivação, não se janta motivação, nem se paga o show da Ana Carolina do próximo fim de semana com motivação, nem se vai ao teatro e compra um tênnis novo parcelado em 10X de pura motivação!! Nada contra ele, ou colocando a culpa no sistema, no capitalismo, na chefia ou no País. A questão é que, odeio essas palestras puxadas para auto-ajuda, com visão para o lado que os favorece.
É fácil, mandar que mudemos, que façamos nossa parte e fiquemos contentes com isso, e dizer para não irmos contra a maré e nos adequarmos a ela (ou seja, é isso mesmo se quiser fique ou caia fora). Se não levar em consideração questões pessoais de colocação na empresa, remuneração, hierarquia e td mais.
Comportameltamente e psiquicamente falando, é impossível, no mundo atual, com este dinamismo, na qual, estudamos cada vez mais, almejamos cada vez um status melhor, não só em termos de remuneração, mais de conhecimento e experiência, uma pessoa manter o este pensamento que chega a ser retrógrado , sabe que nada será alterado, que manterá estacionado no mesmo lugar, não terá retorno, não mudará suas funções, colocação, salário...
Já dizia a Psicologia: Estímulo-Resposta.
Estou aberto à reflexão e a mudança sim, só que sou um profissional, essa história toda é muito bonita, td mto legal, só q na vida real, sabemos que não é assim.
Cada um deve buscar algo que possa suprir suas necessidades, e aqui já fiz minha parte, não poso dizer que já aprendi tudo profissionalmente aqui, pq penso que cada dia é um novo aprendizado, + cheguei a conclusão que preciso arrumar outro trampo, novos horizontes, se o retorno não virá, as contas já estão a chegar, a carta de motorista faz três anos que espera, a faculdade liga para cobrar o pagamento, o inglês aumenta, o teatro fica para depois, Santa Catarina fica sempre para o próximo feriado..
Por isso te pergunto: motivação??
Não posso jogar minha infelicidade toda e culpar apenas um lado e não ver que tenho minha parcela de culpa, pois se estou aqui é pq me acomodei e pq aceitei, sei que tenho capacidade e faço minha parte, porém não há transformação de apenas um lado, deve ser de um coletivo para um todo funcionar bem!
É fácil falar da parte que o favorece...
Não sei pq escrevi sobre isso, fazia tempo que não postava nada, talvez hj não tenha sido o melhor dia... ou a melhor segunda.. hj vc deu azar.. hj eu tô meio implicante...

terça-feira, 15 de abril de 2008

O Metro...

Segunda Feira, 13h35 - São Paulo Estação de Metro Santa Cruz;.;.;...
Estava indo para o curso, dia corriqueiro sem tempo para olhar as horas no relógio, andando curvado, acelerado, desco para o metro, pego sentido Tucuruvi (sempre ao ler este nome me vem uma lembrança e um riso nos lábios), desci na Ana Rosa e fui sentido Ipiranga, desci pulando os degraus de dois em dois para pegar o metro que antes de eu conseguir chegar a plataforma ele fecha a porta e fico sem pegá-lo.
Se aproxima de mim uma senhora, estatura mediana, negra, cabelo quase raspado e tingido aparentemente com agua oxigenada, roupas humildes, rasgadas e velhas, um saco transparente pendurado nas costas cheio de sacolas plásticas aquelas usadas geralmente em supermercado, eu me esquivo, com a ultima referência de um assalto que presenciei aquele ser significava perigo para mim, o medo me veio a cabeça e dei um passo pra trás. Ela se aproximava pedindo informação, dizia ela querer ir a uma estação na qual havia um trem, e cuja estação se ouvia o "Frú frú" do barulho do sinal do trem, eu disse que não conhecia tal estação, perguntei o nome do lugar, ainda com medo pois a estação esse horário era pouco movimentada e quem já foi assaltado sabe o pavor que se sente com qualquer pessoa pré-julgada" como 'suspeita', ela falava muito bem, apesar de não ter os dentes da frente e não saber dizer ao certo o nome da estação, ouvi o barulho do metro se aproximando e agradeci por isso. Disse a ela não saber de trem algum, disse q na Barra Funda tinha trem e na Luz, ela porém, me avisou que estes nomes não eram, ela nao se recordara da estação que teria que ir mais se ouvisse seria possível de recordar, e disse que teria q entregar umas sacolas no supermercado desta estação pra ganhar 'uns trocados" ainda pro almoço, e já tinha ido do jabaquara até o tucuruvi e não eram, nesta hora a sensação de medo que sentira se tornara em raiva contra mim mesmo, que na correria que me encontrava não lhe dei atenção q pedia e por ter sentido medo de um ser humano, pelo jeito que estava vestida, de como o modelo certo e 'bonito' da sociedade já estava impregnado em mim sem sequer notar. Em poucos segundos que se deram entre o metro chegar e um policial se aproximar de nós eu estava em conflito entre o que penso e o que tinha acabado de fazer.
Entrei no metro, ela foi perguntar ao Policial que sem dar atenção disse:
-É esta aí da frente.
E entrou no metro, eu de dentro do metro assisti a expressão de desgosto da mulher ao colocar no chão o saco com as sacolas. O metro partiu, não sei que rumo ela tomou, mais posso adivinhar o quao humilhada ela virá se sentir ao chegar na estação indicada com convicção pelo policial e não ser lá, pois ele não se deu ao trabalho de ouví-la.
Será que é assim que estas pessoas "desfavorecidas" se aborrecem com a vida e com o modo que são tratadas pela sociedade?
Será que este é um fator para desistir de entregar suas sacolas e lutar pelo seu almoço?
Será mais facil assaltar de vez já que será vista por alguns como tal?
A cena não me sai da cabeça e a reflexão sobre, atormenta..

minha vida

Há algum tempo que não escrevo, talvez por falta de tempo, da correria de tantos compromissos, até do esquecimento, mais não por falta de fatos...
Ganhei um concurso de conto e ilustração, foi muito divertido. Agora tenho mais uma função no meu trabalho: fazer as ilustrações de umas matérias para o jornal mensal de onde trabalho, hj fiz a primeira, particularmente gostei muito, assim que a tiver scanneada eu posto.
Não fiz esse blog como propósito de diário como parece com este post de hj, mais seja lá quem for ler saiba o q ando fazendo e curtindo muito..

segunda-feira, 3 de março de 2008

DeSpEdiDaaAa




As despedidas nunca foram fáceis para Marcos. Tanto mais naquela ocasião...
Era uma tarde de sexta feira, o dia parecia não contribuir. Fim de mês depois das férias e início de ano, a situação não era das mais favoráveis em todos os aspectos. Marcos tinha um amor meio platônico, meio real. Um amor inexplicável, meio fantasiado, meio sentido, um pouco adormecido, mas a 'flor' da pele. Marta não sabia deste amor que Marcos sentia por ela, pelo menos em parte. Penso eu que ela sabia sim e fingia não saber para não magoar 'este amigo' fiel que Marcos sempre fora, ou talvez sentisse esse amor por um outro alguém.

Marcos segurou este amor, o guardou com ele durante todos os dias, todos os momentos... A presença do amor junto a pessoa amada só vinha a fortalecer mais este sentimento, Marcos buscava no convívio que Marta o proporcionava, através das carícias, do companheirismo uma resposta para suas angústias, e da incerteza da reciprocidade deste sentimento.Marta fazia promessas para Marcos, que nunca as cumpria, ele já nem acreditava mais.Nesta tarde para surpresa de Marcos, um imprevisto veio para destruir seus planos, Marta sairia de vez da vida de Marcos, poucas palavras.

-Terei que partir, a vida me pede que eu siga meu destino, de ti agora me despeço.

Marcos sem entender e sufocado com todo seu sentimento resguardado, tentou pensar em algo muito rápido.

-Pensa Marcos pensa,, o que faço agora? Conto a ela meu sentimento, dou-lhe um beijo a fim de lhe implorar que mude de idéia, o que eu falo? O que eu faço?

Neste desespero incontrolável que se passava na cabeça de Marcos, com o silêncio no ar, Marcos, ouviu um soluço. Com o ouvido de Marcos encostado nos ombros de Marta, ele presenciou a existência das lagrimas de sua amada, embalados pela despedida e pelo clima que o dia impôs, tempo fechado, tarde com a garoa fina e fria de São Paulo, Marcos só apreciava o momento, os corpos tão colados, as mãos de Marcos percorria a cintura de Marta quase lhe dando a volta, enquanto a outra ia à nuca, as costas como lhe fazendo carinhos, apertos, daqueles que parecem nos querer guardar um dentro do outro, um cheiro no cangote, no cabelo, os sussurros no pé dos ouvidos:
- Gosto muito de você. Marcos queria dizer outra coisa, porém isso foi tudo que aquela ocasião o permitia.
-Eu também, vamos marcar alguma coisa, algum dia, pra se ver. Sugeriu Marta.
-Mas você sempre promete, e nunca cumpre. Nunca cumpre, não acredito mais em você.Marcos ainda abraçado, eternizando aquele abraço que poderia ser o último contato que teria, e todo aquele sentimento existente, mas nunca proferido.
-Pensando bem, melhor nesta promessa acreditar, nessa sim, nesta eu preciso acreditar.

Um tempo ainda restou entre o abraço apertado e demorado e o beijo de adeus.
Neste tempo Marcos se deu conta que era preferível, acreditar e se agarrar nesta possibilidade, para mascarar a realidade, do que sofrer sabendo que aquilo não aconteceria de novo, não haveria mais encontros, olhares, beijos e abraços como aqueles.

Marta pode agora não saber, mas Marcos ali naquele abraço, sentiu-se amado, tão quanto um dia ela fora para ele.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

..

Não sei pq ainda fico assim,
não sei pq ainda não aprendi,,,
é sempre assim..
sempre... eu + eu neste mundo de meu deus....

SoNhOsSss;;

Sonhos
Caetano Veloso

Tudo era apenas uma brincadeira,
E foi crescendo, crescendo, me absorvendo
E de repente eu me vi assim completamente seu
Vi a minha força amarrada no seu passo
Vi que sem você não há caminho, eu não me acho
Vi um grande amor gritar dentro de mim como
eu sonhei um dia....
Quando o meu mundo era mais mundo
E todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha
Mais pureza, mais carinho mais calma, mais alegria..;;
No meu jeito de me dar .
Quando a canção se fez mais clara e mais sentida
Quando a poesia realmente fez folia em minha vida
Você veio me falar dessa paixão inesperada por outra pessoa
Mas não tem revolta não,
Eu só quero que você se encontre...
saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom
Que eu tenho em mim
Eu tenho sim...
Não tem desespero não
Você me ensinou milhões de coisas
Tenho um sonho em minhas mãos
Amanhã será um novo dia
Certamente eu serei mais feliz...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

não vá embora... não agora, não ainda, não antes...

"E eu que pensava que não ia me apaixonar Nunca mais na vida...
Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito ... Mais esperto...
E podia estar tudo agora dando errado pra mim Mas com você dá certo
Por isso não vá embora Por isso não me deixe nunca... nunca maaaais
Eu podia estar sofrendo caído por aí Mas com você eu fico muito mais feliz Mais desperto
Eu podia estar agora sem você Mas eu não queeeero, não quero
Por isso não vá embora, não vá, não vá embora, não me deixe nunca nunca mais"...
Mrisa Monte

É acho que agora é tarde..

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

.

Tudo é ousado demais, pra quem nada se atreve!

Implicante.


+ peraí de que adianta esse cabelo liso se as idéias estão enroladas dentro da cabeça??!!

Implicante - Ana Carolina

Hoje eu levantei com sono com vontade de brigar
Eu tô manero pra bater pra revidar provocação
Olhei no espelho meu cabelo e tudo fora do lugar
Vê se não enche não me encosta
Tô bravo que nem leão
E não pise no meu calo que eu te entorno feito água
E te jogo pelo ralo
Hoje você deu azar
Hoje você deu azar

De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça
De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça
De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça

Hoje eu vou mudar o teu destino
Te passar um pente fino
Então desfaça sua trança
Eu que sou tão inconstante
E você tão permanente
Com a gente tudo enrolado
Não adianta creme rinse
Corta as pontas da sua mágoa
Que hoje eu tô meio implicante
Hoje você deu azar
Hoje você deu azar

De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça
De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça
De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça

Que hoje eu tô meio implicante
Hoje você deu azar
Hoje você deu azar...



terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Paixões, agora eu sei... são as paixões..

O que é a paixão senão aquele calor, aquele sentimento bom dentro de si, que por hora, por dias, te fazem querer o mundo, se sentir o mundo, sentir a cada respiração estar realmente vivo. O coração acelerado, o frio na barriga, a sensação de parecer sentir a corrente sanguínea passando pelas veias, momentos eternizados.
A paixão move minha vida, é o motivo pelo qual me sinto obrigado a viver, a lutar, a levantar da cama em dias chuvosos, aqueles dias melancólicos com o céu acinzentado o ar gelado e a paisagem morta. É minha motivação, meu incentivo de ir além.
Não tem dia, hora e paixão exata! É devastadora, quando chega não avisa, nem pede permissão, apenas te encontra, quando percebe-se já é tarde, ou ela já se acabou ou te faz sofrer. Enquanto a vivemos, ela parece plena, satisfatória, motivadora, quando se vai, o vazio é imenso, parece não acabar e que nunca o passará, até que, noutro amanhecer outra paixão rouba a cena e pega seu lugar.
É um tanto quanto arriscado, doloroso mas torna-se irresistível. Ás vezes é melhor senti-lá mesmo que traiçoeira do que o vazio e a sensação de não tê-la, de no lugar dela só restar a ausência, com a angústia e a incerteza dentro de si.
Sendo ela minha motivação, não importa como venha essa paixão, ao menos exista! Que faça-me perfumar a cada dia, que complete meu vazio, trazendo sempre consigo vestígios de não deixar saudades.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

mais por que?

O que acontece quando de repente percebemos que não somos o mesmo que a três meses atrás, não pensamos nem sentimos mais a mesma coisa, lêmos o que escrevemos e nos espanta tal leitura, seria aquele eu mesmo? Teria dito ou sentido mesmo aquilo?
Por que não escrevo mais? por que não me vêem mais as palavras, as rimas, os versos, o que tinha antes que agora me falta?
O que eu quero agora? o que eu faço agora? O que estaria fazendo agora se fosse o mesmo de ontem?
Já não sei....não sei agora o que me falta, não sei o real motivo pelo qual estou aqui, pelo qual eu vivo, respiro e insisto em progredir...
Certas vezes isso muda parece que estou completo, mais logo é evacuado e me sinto assim.
Não sei....
Esta incerteza da certeza, esse querer tudo e ao mesmo tempo não querer mais nada me companha eternamente, isso que deveria mudar não muda, pq?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008


... as vezes penso que certos amores nunca acabam, só mudam de intensidade....